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  O islamismo não adota símbolo.
Rituais Islâmicos
 
 
 RITUAL FÚNEBRE

Falecimento:
Constatado o óbito, deve-se tirar-lhe os adornos (anéis, brincos, aliança, relógio, correntes, etc.), coloca-se o corpo cuidadosamente no chão de tal maneira que, caso estivesse sentado estaria olhando para Meca (ou seja os pés em direção à Meca). Qualquer Muçulmano, caso precise, fecha os olhos do falecido(a) recitando uma prece que dá o testemunho da honrosidade de Deus para o morto. Os familiares, munidos dos documentos legais, deverão providenciar imediatamente um caixão e seu pronto sepultamento.

O Caixão:
Para os Islâmicos o caixão serve apenas para transportar o corpo até o cemitério, portanto deve ser o mais simples possível e que atenda apenas a essa finalidade.

Velório:
O quanto antes puder enterrar melhor, ou seja o velório apenas serve para cumprir a burocracia ou aguardar um parente. Poderá de acordo com a vontade da família ficar com o caixão aberto ou fechado. O corpo poderá ficar sozinho, apesar de se recomendar que orações em intenção a alma sejam feitas junto ao corpo até seu sepultamento.
Caso os familiares queiram, música é permitida.
Flores e velas não fazem nenhum sentido neste momento para os Islâmicos, mas são permitidas. 

Condolências:
Palavras de conforto aos familiares é costume.

Vestimentas:
Os Islâmicos não adotam a cor preta como luto, é de bom tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e principalmente decorosamente, com devido respeito e senso de reverência. As mulheres deverão estar vestidas de acordo com o Islamismo, no máximo com o rosto a mostra (com um lenço cobrindo seus cabelos, orelhas e pescoço) e saias compridas sem demonstrar qualquer contorno do seu corpo.

Os Enlutados:
São todos aqueles que se sentirem nessa posição, independente do parentesco com o falecido(a).

Quem Pode ir ao Cemitério:
Qualquer pessoa.

Enterro:
O sepultamento deverá ser realizado o mais rápido possível, independente do dia da semana ou do ano. 

Chegando ao Cemitério:
O corpo é trazido dentro do caixão. Se dirigirá para o local onde será lavado.
Algumas pessoas poderão participar, homens lavarão homens, mulheres lavarão mulheres, é permitido que a esposa lave o marido e vice versa.
O corpo é retirado do caixão e despido, as partes íntimas são cobertas.
Deita-se o corpo em uma mesa de mármore.
Prepara-se três banhos:

  • No primeiro, é usada uma solução de água com cânfora, a cabeça é lavada em primeiro lugar seguida do pescoço, depois todo o lado direito do falecido(a) (primeiro a frente depois as costas) e por último todo o lado esquerdo (primeiro frente depois as costas).

  • No segundo, é usada uma solução de água com SIDR (uma folha de planta) aplicada na mesma sequência do primeiro banho.

  • No terceiro, apenas água corrente é usada para a lavagem respeitando-se sempre a mesma sequência dos anteriores.

Enxuga-se o corpo, pó de cânfora é colocado nos sete pontos de prostração (os sete pontos que ficam em contato com o solo durante as rezas), testa; palmas das mãos; joelhos e peitos dos pés.

Mortalha Mortuária:
Após a lavagem, o corpo é vestido com uma mortalha toda feita de tecido branco 100% natural (linho ou algodão), composta de três peças (quatro para as mulheres).

  • A primeira, é um pano que será enrolado até os pés começando-se a uma distância de um palmo acima do umbigo.

  • A segunda, como se fosse um camisetão, é um lençol com um furo para a passagem da cabeça (para as mulheres ainda se coloca uma peça no formato do lenço que usavam durante a vida).

  • A terceira, um grande tubulão que vai da cabeça aos pés sem deixar nada a mostra, fechado-se com um nó na parte inferior e outro na superior.Antes de se colocar esta peça é a última oportunidade que os familiares, caso queiram, possam ver o falecido(a).

Coloca-se o corpo no caixão. 

Cortejo:
O religioso (oficiante) deverá ficar em pé de frente para Meca, estando o caixão à sua frente no sentido transversal de tal maneira que a cabeça do falecido(a) fique posicionada no lado direito do orador. Preces são proferidas em intenção a alma, é solicitado que todos os presentes (quanto mais melhor para a alma) acompanhem o oficiante nas orações.
O cortejo seguirá diretamente para a sepultura, poderão carregar o caixão quaisquer pessoas que queiram. A sepultura recém aberta deverá ter 1m de largura por 1.5m de profundidade, no fundo uma fenda (dente) será cavada na parede (como se fosse uma letra "L") onde o corpo será colocado.
Chegando-se à sepultura, o caixão será aberto e o corpo será retirado (os Islâmicos não enterram seus mortos com caixão ) e colocado na cova. Uma vez na cova, o nó da parte superior é desfeito descobrindo-se assim a cabeça do falecido(a), o corpo é encaixado na fenda de tal sorte que, fique deitado de lado olhando para Meca, com a face direita do rosto encostada na terra.
A fenda é fechada e enquanto os presentes (não os familiares ) ajudam a fechar a cova, versos do Alcorão são recitados.
Depois da cova totalmente fechada joga-se água sobre ela, e os familiares recebem as condolências. 

Saída do Cemitério:
As pessoas que lavaram o corpo do falecido(a), deverão ir para casa e tomar um banho de purificação por terem tocado no morto, o Islamismo considera impuro um corpo sem alma, durante o banho preces em intenção de purificação serão recitadas

O LUTO
O Islamismo considera a morte uma coisa natural, e não há ritual de Luto.
A primeira noite é vista como a mais difícil para o falecido, então deve-se orar em intenção a alma, o que pode ser feito individualmente ou em conjunto na casa dos familiares.
No 2º e no 7º dia, missas são celebradas na Mesquita, é costume também celebrar no 30º, 40º e 60º dia bem como uma vez por ano.
Os familiares podem promover almoços e ou jantares na Mesquita em memória do(a) falecido(a). Visitas ao cemitério são importantes para não se esquecer do falecido(a).
Após o 40º dia se fazem as obras no túmulo, nenhuma imagem é adotada. O Islamismo prega que os falecidos só conseguem um vínculo com este mundo, não pela ostentação de seus túmulos, mas sim pelas obras de caridade, centros culturais que fizeram em benefício aos outros e por intermédio de seus filhos orando por eles.

 
 
 
 
 
 
 
 

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